Estou lendo um livro maravilhoso indicado por meu professor: Shantaram, de Gregory David Roberts.
Sabe aqueles livros que você fica economizando na leitura para não acabar logo? Aqueles livros que vc se prepara para ler, faz quase um ritual, senta-se na melhor poltrona, tira sapatos, traz o que for necessário para perto e reza para o telefone não tocar e ninguém chegar pra não estragar a sua leitura...
São 933 páginas, confesso que nunca li um livro tão longo e ainda mais, em inglês!!!
Fiz intercâmbio nos EUA quando era adolescente, voltei a morar lá outras tantas vezes, mas nunca aprendi tanto inglês quanto com este livro, porque é tão bem escrito que não dá pra deixar pra lá, ou tentar entender baseado no contexto.
Não, a gente faz questão de não perder uma vírgula, um sentido seguer, é preciosidade pura.
Grosso modo, conta a história de um cara, o autor, australiano, filósofo, revolucionário que acabou se viciando em heroína, virou traficante de drogas e acabou preso em seu país, torturado, mas conseguiu fugir para a India, onde passou a morar nos "slums", as favelas de Mumbai.
Não só a estória de sua vida é fantástica, mas o COMO ele escreve é tocante, surpreendente, emocionante. O resultado é um livro fascinante porque o autor tem um conhecimento tamanho da lingua inglesa que consegue transformar em poesia a dura vida do submundo.
Obviamente, o filme já está sendo rodado e terá Johnny Depp como protagonista.
Mas como todos sabemos, o filme não chegará aos pés do livro, portanto se você gosta de uma boa leitura, corra!!!
Este livro é imperdível!!!
Namaste...
terça-feira, 30 de junho de 2009
segunda-feira, 29 de junho de 2009
objeto de desejo:livros!
"O saber, a gente aprende com os livros.
A sabedoria, a gente aprende com os humildes". Cora Coralina
Vi uma entrevista com Ignacio de Loyola Brandão onde ele diz que o problema dos alunos não terem interesse pela leitura na escola é porque a literatura adotada não desperta nenhum interesse, é muito distante da realidade deles. Por que não adotar literatura contemporânea e ir retrocedendo no tempo? Por que obrigar alunos a ler machado de Assis, José de Alencar, Aluísio Azevedo, quando eles são adolescentes?
Quem de nós leu com prazer estes autores quando tinha essa idade? Ou melhor, quando adultos, quem de nós não se surpreendeu com a leitura aguçada que Machado faz da sociedade e que Graciliano Ramos faz do campo? Mas esta é uma literatura sofisticada. Precisa-se despertar o hábito primeiro, o gosto. Não sair jogando em programas curriculares de ensino médio só porque é assim que se tem feito desde sempre...
Por causa disto, desde sempre os alunos não gostam de literatura, nem de História na escola. Muitos de nós, se não aprendemos a gostar de ler com nossos pais, só fomos ler depois de adultos.
Tive a sorte de nascer em uma família onde os livros eram a visita mais frequente.
Desde então, eles, os livros, são meu maior objeto de desejo e minha companhia mais constante...
A sabedoria, a gente aprende com os humildes". Cora Coralina
Vi uma entrevista com Ignacio de Loyola Brandão onde ele diz que o problema dos alunos não terem interesse pela leitura na escola é porque a literatura adotada não desperta nenhum interesse, é muito distante da realidade deles. Por que não adotar literatura contemporânea e ir retrocedendo no tempo? Por que obrigar alunos a ler machado de Assis, José de Alencar, Aluísio Azevedo, quando eles são adolescentes?
Quem de nós leu com prazer estes autores quando tinha essa idade? Ou melhor, quando adultos, quem de nós não se surpreendeu com a leitura aguçada que Machado faz da sociedade e que Graciliano Ramos faz do campo? Mas esta é uma literatura sofisticada. Precisa-se despertar o hábito primeiro, o gosto. Não sair jogando em programas curriculares de ensino médio só porque é assim que se tem feito desde sempre...
Por causa disto, desde sempre os alunos não gostam de literatura, nem de História na escola. Muitos de nós, se não aprendemos a gostar de ler com nossos pais, só fomos ler depois de adultos.
Tive a sorte de nascer em uma família onde os livros eram a visita mais frequente.
Desde então, eles, os livros, são meu maior objeto de desejo e minha companhia mais constante...
sexta-feira, 26 de junho de 2009
Liberdade é caminhar...
Quinto dia sem carro:
Estou começando a concordar com meu professor que diz que a necessidade do carro é psicológica...
Estamos tão acostumados a dirigir que esquecemos que existem muitas outras formas de ir e vir...
Pode ser que daqui a uns dias eu volte a pensar que é impossível esta cidade a pé, mas por enquanto, estou considerando seriamente vender o carro quando sair do conserto!!!
Até emagreci nesta semana...
Fora a liberdade enorme de parar onde se quer, ver pessoas que acabam se tornando conhecidas, não ter zona azul, estacionamento, multa, aqueles engarrafamentos que dá vontade de largar o carro no meio da rua e sair andando...
Por incrível que pareça, meus dias renderam muito mais, fiquei mais seletiva sobre onde realmente preciso ir e as coisas que posso resolver por telefone ou e-mail. Verdade que a geladeira de casa está completamente vazia, deu preguiça de ir no supermercado a pé, mas é uma questão de ajuste, planejamento...
Sim, quando chove é um problema, ainda mais eu que nunca tive um guarda chuva...
Ontem fui dar aula no Satya Mandir, na Al. Franca, debaixo de chuva, certa de que as alunas iriam aproveitar a manhã chuvosa para dormir um pouco mais e a sala estaria vazia...
Tive a grata surpresa de dar uma deliciosa aula com trilha sonora original: chuva!
Aula de yoga é sempre uma surpresa, porque vc tem que se adequar as necessidades dos alunos. Você prepara uma aula de acordo com o dia, a temperatura, a estação, o seu estado de espírito e quando chega na sala, tem que mudar tudo de acordo com as necessidades das pessoas naquele momento e muitas vezes, não tem nada a ver com a aula que você preparou...
Por isso, acho complicado dar mais do que duas aulas por dia...
O paradoxo é: como sobreviver com apenas duas aulas ao dia???
Impossível. Só tendo outra fonte de renda...
Este é o dilema de todos os professores que conheço. Todo mundo gostaria de ter tempo para dar aulas, praticar, estudar, mas acaba sendo pego na armadilha da subsistência. E vejo professores maravilhosos tendo que dar cinco aulas por dia para poder pagar suas contas.
Pelo bem que o yoga faz para a vida de cada um e do planeta, professores de yoga deveriam ser pagos pelo estado, prefeitura, governo federal, para poderem dar suas aulas gratuitamente e com a qualidade que tenho certeza, todos gostariam...
Namaste...
Estou começando a concordar com meu professor que diz que a necessidade do carro é psicológica...
Estamos tão acostumados a dirigir que esquecemos que existem muitas outras formas de ir e vir...
Pode ser que daqui a uns dias eu volte a pensar que é impossível esta cidade a pé, mas por enquanto, estou considerando seriamente vender o carro quando sair do conserto!!!
Até emagreci nesta semana...
Fora a liberdade enorme de parar onde se quer, ver pessoas que acabam se tornando conhecidas, não ter zona azul, estacionamento, multa, aqueles engarrafamentos que dá vontade de largar o carro no meio da rua e sair andando...
Por incrível que pareça, meus dias renderam muito mais, fiquei mais seletiva sobre onde realmente preciso ir e as coisas que posso resolver por telefone ou e-mail. Verdade que a geladeira de casa está completamente vazia, deu preguiça de ir no supermercado a pé, mas é uma questão de ajuste, planejamento...
Sim, quando chove é um problema, ainda mais eu que nunca tive um guarda chuva...
Ontem fui dar aula no Satya Mandir, na Al. Franca, debaixo de chuva, certa de que as alunas iriam aproveitar a manhã chuvosa para dormir um pouco mais e a sala estaria vazia...
Tive a grata surpresa de dar uma deliciosa aula com trilha sonora original: chuva!
Aula de yoga é sempre uma surpresa, porque vc tem que se adequar as necessidades dos alunos. Você prepara uma aula de acordo com o dia, a temperatura, a estação, o seu estado de espírito e quando chega na sala, tem que mudar tudo de acordo com as necessidades das pessoas naquele momento e muitas vezes, não tem nada a ver com a aula que você preparou...
Por isso, acho complicado dar mais do que duas aulas por dia...
O paradoxo é: como sobreviver com apenas duas aulas ao dia???
Impossível. Só tendo outra fonte de renda...
Este é o dilema de todos os professores que conheço. Todo mundo gostaria de ter tempo para dar aulas, praticar, estudar, mas acaba sendo pego na armadilha da subsistência. E vejo professores maravilhosos tendo que dar cinco aulas por dia para poder pagar suas contas.
Pelo bem que o yoga faz para a vida de cada um e do planeta, professores de yoga deveriam ser pagos pelo estado, prefeitura, governo federal, para poderem dar suas aulas gratuitamente e com a qualidade que tenho certeza, todos gostariam...
Namaste...
quinta-feira, 25 de junho de 2009
Silêncio é plenitude...
Muita gente acha que meditar é parar de pensar.
Ninguém para de pensar! Nem mesmo o Dalai Lama.
O que conseguimos com a meditação é a desidentificação com os conteúdos da mente, ou seja, os pensamentos vem,
mas você não se apega a eles. Deixa-os no seu lugar de pensamentos.
Meditar também não é visualizar. E´criar espaço na mente... só...
só quando você abre o espaço, o novo aparece...
Dizem que quando rezamos, Deus nos escuta. Mas quando meditamos, ele fala com a gente.
Meditar requer coragem! É muito mais fácil encher-se de estímulos: TV, internet, IPod, Iphone, ITunes, quanta coisa para nos levar para longe de nós mesmos.
Não estou criticando os maravilhosos gadgets atuais. Eles estão aí pra facilitar nossas vidas.
Mas nada se compara com a sensação de plenitude que alcançamos quando silenciamos...
Antes, eu morria de medo do que o silêncio iria me dizer...
Hoje eu aprendi que ele é plenitude e bem aventurança...
Experimente! Silencie e respire...só...
Namaste.
Ninguém para de pensar! Nem mesmo o Dalai Lama.
O que conseguimos com a meditação é a desidentificação com os conteúdos da mente, ou seja, os pensamentos vem,
mas você não se apega a eles. Deixa-os no seu lugar de pensamentos.
Meditar também não é visualizar. E´criar espaço na mente... só...
só quando você abre o espaço, o novo aparece...
Dizem que quando rezamos, Deus nos escuta. Mas quando meditamos, ele fala com a gente.
Meditar requer coragem! É muito mais fácil encher-se de estímulos: TV, internet, IPod, Iphone, ITunes, quanta coisa para nos levar para longe de nós mesmos.
Não estou criticando os maravilhosos gadgets atuais. Eles estão aí pra facilitar nossas vidas.
Mas nada se compara com a sensação de plenitude que alcançamos quando silenciamos...
Antes, eu morria de medo do que o silêncio iria me dizer...
Hoje eu aprendi que ele é plenitude e bem aventurança...
Experimente! Silencie e respire...só...
Namaste.
quarta-feira, 24 de junho de 2009
prece hindu
Que haja felicidade para todas as pessoas;
que os governantes governem com justiça;
que todos os seres sejam felizes e livres do sofrimento.
Que a chuva venha no tempo certo;
que a terra seja fértil;
que o país esteja livre de agitação;
Que todos sejam prosperos
que todos tenham paz;
que todos tenham plenitude;
que todos estejam bem;
que todos sejam felizes;
que todos sejam saudáveis;
que todos vejam o bem;
que ninguem sofra.
que os governantes governem com justiça;
que todos os seres sejam felizes e livres do sofrimento.
Que a chuva venha no tempo certo;
que a terra seja fértil;
que o país esteja livre de agitação;
Que todos sejam prosperos
que todos tenham paz;
que todos tenham plenitude;
que todos estejam bem;
que todos sejam felizes;
que todos sejam saudáveis;
que todos vejam o bem;
que ninguem sofra.
terça-feira, 23 de junho de 2009
caminhando pela vida
Primeiro dia sem carro:
Para os que não sabem, bati meu carro sexta feira (ver post abaixo)e a culpa foi minha, por isso me coloquei de castigo: enquanto o carro estiver no conserto(e vai demorar...), vou me locomover a pé ou de onibus, nada de taxi!!!
Por incrível que pareça, consegui ser mais pontual a pé do que de carro. Coisas de São Paulo...
Tive que gravar uma locução em Pinheiros, saí de casa uma hora antes e fui tranquilamente pelas ruas dos Jardins, olhando vitrines, ou melhor, museus, porque os preços são tão altos que parece museu: é só para olhar...
Gravei em 15 minutos (sim, locuções nos tomam muito pouco tempo, demora mais para cumprimentar o pessoal dos estudios do que para gravar) e fui caminhando para meu outro compromisso, no Masp, na Avenida Paulista.
Participei de uma leitura de teatro em um projeto maravilhoso e gratuito que acontece todas as segundas a noite no Masp, chamado Letras em Cena.
O melhor de andar a pé, além de fazer bem a saúde é poder ver as pessoas de fato, e não sob o ponto de vista da janela do carro, sempre fechada, claro, por medo dos assaltos e que nos dão uma certa arrogância de que somos melhores do que os outros, por isso podemos passar na frente, fechar o próximo, chegar primeiro, pra que???
A pé, cruzamos olhares, existe cumplicidade, respeito e solidariedade, totalmente diferente de quando estamos apostando corrida contra o tempo de dentro de nossos carros cada vez maiores e mais luxuosos...
Andar a pé, humaniza...
Para os que não sabem, bati meu carro sexta feira (ver post abaixo)e a culpa foi minha, por isso me coloquei de castigo: enquanto o carro estiver no conserto(e vai demorar...), vou me locomover a pé ou de onibus, nada de taxi!!!
Por incrível que pareça, consegui ser mais pontual a pé do que de carro. Coisas de São Paulo...
Tive que gravar uma locução em Pinheiros, saí de casa uma hora antes e fui tranquilamente pelas ruas dos Jardins, olhando vitrines, ou melhor, museus, porque os preços são tão altos que parece museu: é só para olhar...
Gravei em 15 minutos (sim, locuções nos tomam muito pouco tempo, demora mais para cumprimentar o pessoal dos estudios do que para gravar) e fui caminhando para meu outro compromisso, no Masp, na Avenida Paulista.
Participei de uma leitura de teatro em um projeto maravilhoso e gratuito que acontece todas as segundas a noite no Masp, chamado Letras em Cena.
O melhor de andar a pé, além de fazer bem a saúde é poder ver as pessoas de fato, e não sob o ponto de vista da janela do carro, sempre fechada, claro, por medo dos assaltos e que nos dão uma certa arrogância de que somos melhores do que os outros, por isso podemos passar na frente, fechar o próximo, chegar primeiro, pra que???
A pé, cruzamos olhares, existe cumplicidade, respeito e solidariedade, totalmente diferente de quando estamos apostando corrida contra o tempo de dentro de nossos carros cada vez maiores e mais luxuosos...
Andar a pé, humaniza...
segunda-feira, 22 de junho de 2009
agradecimento
Sexta feira, bati o carro...
Dez da manhã, em plena Avenida Brasil, sem a pressa característica do trânsito de São Paulo.
Estava simplesmente desligada... Não estava presente no momento presente...
Minha intuição já tinha avisado que aquele era um dia para se ficar em casa... Não dei ouvidos.
Sempre me dou mal quando não escuto minha intuição.
Tenho a impressão de que a intuição é Deus, falando no ouvido da gente...
Dito e feito! Saí e bati!!!
Batida simples, um cara na sua frente decide parar no farol amarelo, você está distraída e bum! bate com tudo na traseira dele...
Arranjos feitos, volto para casa com o radiador do carro furado, rezando para conseguir estacionar na minha garagem...
Quando, enfim, relaxo, chega a hora da ressaca moral... Cobrança, culpa, arrependimento...
Antes que eu comece a me vitimizar, lembro que TUDO que nos acontece é sagrado! Tudo é para o nosso crescimento!
Então agradeço!
Agradeço ter machucado apenas o pulso e não ter ferido ninguém.
Agradeço os dias que ficarei sem carro e poderei caminhar pela cidade, olhando o céu, cantando mantras, sem preocupação com multa, trânsito, estacionamento e rodízio...
Agradeço mais esta lição e espero sinceramente ter aprendido com ela...
Dez da manhã, em plena Avenida Brasil, sem a pressa característica do trânsito de São Paulo.
Estava simplesmente desligada... Não estava presente no momento presente...
Minha intuição já tinha avisado que aquele era um dia para se ficar em casa... Não dei ouvidos.
Sempre me dou mal quando não escuto minha intuição.
Tenho a impressão de que a intuição é Deus, falando no ouvido da gente...
Dito e feito! Saí e bati!!!
Batida simples, um cara na sua frente decide parar no farol amarelo, você está distraída e bum! bate com tudo na traseira dele...
Arranjos feitos, volto para casa com o radiador do carro furado, rezando para conseguir estacionar na minha garagem...
Quando, enfim, relaxo, chega a hora da ressaca moral... Cobrança, culpa, arrependimento...
Antes que eu comece a me vitimizar, lembro que TUDO que nos acontece é sagrado! Tudo é para o nosso crescimento!
Então agradeço!
Agradeço ter machucado apenas o pulso e não ter ferido ninguém.
Agradeço os dias que ficarei sem carro e poderei caminhar pela cidade, olhando o céu, cantando mantras, sem preocupação com multa, trânsito, estacionamento e rodízio...
Agradeço mais esta lição e espero sinceramente ter aprendido com ela...
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